sábado, 25 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010



"O tatu é um animal sempre calmo e afetuoso com os seus. QUASE sempre."

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A gente é feito assim
assim de sim...

Partedemim

Trans/bordar

bem dito
bendito
o dito

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Texto da Gracyela

DOMINGO, 18 DE JULHO DE 2010

Aos meus...

Estou buscando fora, algo que está dentro. Não encontro respostas, por tanto, a insatisfação bate como uma tecla de piano desafinada tocada repetidas vezes. Descubro novas respostas conversando comigo, ouvindo meu silêncio. Percebo que é dificil ficar só, mas necessário!

Eu que fugia de mim... que cantava canções alheias para não ouvir as minhas canções... que falava de mim apenas o superficial, achando que era o essêncial...
Mexi meu corpo, busquei lembranças, vasculhei palavras, balancei sentimentos, chorei, ri e me entreguei verdadeiramente... e continuo numa viagem verdadeira, orgânica e amorosa, não mais sozinha, mas com algumas pessoas que aceitaram a proposta do encontro consigo e descobriram estar com e no outro!

Eu SOU!
http://gracyelagitirana.blogspot.com/2010/07/aos-meus.html

Cicatrizes - Uma graphic de David Small



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

@

Luz silenciosa



Difícil.
Bonito.
Não sei direito se gostei, mas há algo que me agrada profundamente.

Amanhecer e anoitecer.
Paixão fria.
Explosão tempestuosa.
Muitos sons e poucas palavras.

Contabilidade:
  • Dois projetos de contação de história: História da África e Afrocontos
  • Um trabalho para adultos sobre Rachel de Queiroz
  • Uma oficina para crianças
  • Trocas com profissionais de teatro e dança
  • Um projeto aprovado
  • Algumas garrafas de vinho e beijos.
Até que foi um mês animado...

domingo, 28 de novembro de 2010

Afrocontos

Planos....

Oficina Orixás

Foi muito legal o ultimo dia!!!

Exercício a partir do texto “Margem Abandonada” conduzido por José Fernando de Azevedo e Lucienne Guedes




Jogo, Gesto e “Contradispositivos” – Trabalho sobre o texto “Margem Abandonada”, de Heiner Muller oficina prática - ministrada por José Fernando de Azevedo (SP) e Lucienne Guedes (SP)

sábado, 27 de novembro de 2010

Paprika (Anime Movie) Trailer [720p HD]

"Satoshi narra de maneira hipnótica, sem concessões, diabolicamente imaginativo. Usa o desenho animado para derrubar as barreiras da lógica e da percepção por meio de uma montanha-russa de estímulos sensoriais e intelectuais. Nos melhores momentos, lembra os grandes artistas surrealistas. Mas não é sempre que o diretor acerta: a utilização excessiva da psicanálise por vezes soa superficial e apressada, talvez até mesmo gratuita, além do que os signos religiosos japoneses são desconhecidos da platéia ocidental, deixando algumas partes do filme incompreensíveis. A trama policial cheia de reviravoltas e o excesso de citações cinematográficas conspiram para deixar o filme mais confuso do que necessariamente denso.

De qualquer forma, é um filme original, feericamente inventivo, adulto e exigente. Mais que uma curiosidade, Paprika é essencial e precisa ser visto."

Leitura dramática de trechos do texto "Maria Beata do Egito"


Projeto Cena Dolor
Local: Biblioteca Publica Dolor Barreira
Atores: Paula Yemanjá, Edivaldo Batista e Flavia Cavalcante

O evento aconteceu no dia 25 de Novembro de 2010, em comemoração do centenário de nascimento da escritora cearense Rachel de Queiroz. Nossa participação se deu em dois momentos: no primeiro fizemos uma intervenção onde abordávamos algumas pessoas do publico com a seguinte pergunta " eu poderia ler um trecho de uma obra de Rachel de Queiroz para você?". Se a pessoa aceitasse, escolheríamos um trechos da obra e leríamos para ela.
No segundo momento, fizemos a leitura dramática de trechos do texto teatral "Maria Beata de Egito"

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Compilação/ segunda e terça

1. Descrição da imagem que te toca. Exemplo: imagem que te motivou a fazer teatro. Pedir para que outro diga o que falou.
Criação de imagem, evocação de imagem no publico, descrição da imagem mais forte em para você a partir do estimulo do outro.

2. Caminhadas pelo espaço: observando os outros, trabalhando a ocupação do espaço, sendo afetado pelo outro. Objetivo: Escolher uma pessoa do grupo, a sua movimentação será estimulada pelo movimento desta pessoa. Escolher uma segunda pessoa. Criar uma movimentação triangular, utilizando as duas pessoas como pontas do triângulo. Movimentar -se buscando a primeira pessoa e ficando o mais afastado da segunda pessoa.

Explanação sobre construção do espaço a partir de sua posição. Zona positiva ( espaço ocupado por você) e espaço negativo ( espaço criado a partir de sua escolha e que pode ou não se ocupado pelo outro). A sua escolha define e constrói o seu olhar

3. Trabalho de construção de energia. Da terra ao céu. Trabalho concentração e conexão com o outro: primeiro sem toque, depois caso não haja perca da concentração/energia, tocando o outro.

4. Ciranda: construir uma conexão entre os participantes. a ciranda muda de direção, de ritmo ou para todos ao mesmo tempo.

5 Trabalho de percepção sensorial: inicia com estímulos sonoros, depois com a introdução de musicas e a partir do gesto. Atentar para utilização do espaço.

6. Trabalho de contenção do gesto: Duplas frente a frente, afetar e ser afetado.

* trabalho de raia e jogo

domingo, 21 de novembro de 2010

Parcerias

sábado, 20 de novembro de 2010

Fragments du désir - Fragmentos do desejo


Companhia Dos à Deux

Criada na França em 1997

A cia. Dos à deux, baseada em Paris, foi criada em 1997 com o impulso de dois artistas, André Curti e Artur Ribeiro.


Frente a frente, um homem e seu filho jogam xadrez. Há vários anos jogam a mesma partida…como um ritual de uma conversa sem palavras. Nesse silêncio absoluto, Olga, a governanta da casa, lhes observa. Os olhares dizem tudo, as lembranças do passado, o que nao se deve falar…. As respirações marcam as pausas entre cada gesto preciso. Angelo, esse filho, cujo nascimento matou sua mãe, retorna sistematicamente a casa do pai, para tentar dizer quem realmente é.

Angelo é também Angel. A necessidade de se travestir vem desde a sua infância, um verdadeiro conflito da sensação de ter nascido em um corpo errado. Angel canta em um cabaré. Sua voz profunda e brilhante parece lhe fazer flutuar sobre a cena. Orlando é um personagem que foi completamente cativado e hipnotizado por essa voz... sempre vem ao cabaré para ouvir a mágica voz pela qual se apaixonou. Com certeza é a mulher mais linda que ja ouviu.

Orlando é cego… uma historia começa…

Fragmentos de vidas, fragmentos de emoções, fragmentos do desejo ...

Eita!!!! Puro Almodóvar!!!!

Costurando!!!

Ai, ai rachel

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Orixás


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

processo


terça-feira, 16 de novembro de 2010

O espírito da colméia





Vou começar pelo lugar comum: esse é um filme bem difícil de se assistir. Ele começa bem lento, meio sem dizer a que veio, mostrando uma vida morna onde quase nada acontece. Começa ( já ia esquecendo) como qualquer história infantil: era uma vez...
Era uma vez uma cidade qualquer no meio da Espanha,. 1940. Uma familia mora numa grande fazenda, que um dia foi muito prospera: Um pai que pesquisa abelhas, uma mãe aristocrática que vive presa ao passado e duas crianças, Isabel e sua irmã Ana, que a moda dos personagens infantis dos contos de fadas vivem isoladas dos mundos dos adultos. E também temos "Franskenstein", filme de terror que as irmãs assistem e lhes apresenta um mundo de vida e morte. É a partir das reverberações deste filme no espirito das duas crianças ( em especial em Ana) que o filme acontece.
Enquanto Isabel (a irmã mais velha e de comportamento sádico) passa a assombrar a irmã com história de espíritos, a reproduzir "comportamentos" do monstro Frankenstein como na cena que tenta estrangular o gato ou simula um acidente para assustar a irmã. A pequena Ana traça o caminho contrário da descoberta da solidariedade e coragem.
O filme é uma grande fábula e para mim retrata com sutileza o processo de individuação de uma criança. Quando Ana foge de seu pai por causa da descoberta da morte do revolucionário ( a primeira morte real com a qual tem contato) e adentrando nos bosques (de novo o universo das fadas) que fazem fronteiras com a propriedade de sua familia, ficando frente a frente com o monstro que a assusta e fascina, a menina apesar do temor o encara e acolhe. Depois temos o amanhecer, a menina é encontrada e levada para casa. Chega a noite novamente, e com ela todos os temores e mistérios que lhe são inerentes, a irmã Isabel se encolhe e se protege temerosa das fantasmas que ela mesma criou e alimentou. Já Ana levanta- se da cama e abre a janela para receber a luz do luar e encarando/superando seus medos fecha os olhos e diz " sou Ana".
A menina amadurece e se assume enquanto individuo.

* O movimento inquieto das abelhas reflete a inquietação internas dos personagens
* A casa é como uma grande colméia, onde cada um vive seu espaço e conflitos banhados pela belíssima luz mel proposta por Francisco Cuadrado
* Fantasia e política se encontram com muita subjetividade. Só no meio do filme pensei que essa é uma história de guerra também.
* Não há respostas ou explicações, só silencio repletos de significações.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Corpo

"O corpo é o que temos de mais intimo mas é incrível como não temos intimidade com ele".
"Corpo é arquivo de memória".
"Hoje vamos re-aprender a andar".
"Articulação: um corpo livre de tensão e esforço".
...
Minha coluna estalou durante uma respiração logo após ser alinhada na posição correta.
Não doeu, na verdade foi bem relaxante e agradável.

Vontade de estudar anatomia.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010



às vezes o monstrinho que há em mim grita
se debate
se descabela
às vezes o monstrinho que há em mim adormece
anoitece
há vezes...


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Palhaço caveira



Pura dubiedade
pura tragicidade
pura galhofagem

O palhaço sorri abestado diante do que não se pode escapar.

Sorri conosco ou ri de nós?


***

Esta imagem me lembrou o celebre Brás Cubas, vontade de reler suas memórias.

"Obra de finado. Escrevi-a com a pena da
galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá
sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas
aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará
nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e
do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião."

"Deus te livre, leitor, de uma idéia fixa; antes um argueiro, antes uma
trave no olho."

Beckettiando...

I


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sem sono


domingo, 17 de outubro de 2010




Tempo de refletir
tempo de escutar
tempo de buscar

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

LITERATURA INFANTIL SEM DISTINÇÕES - Peter Hunt

ENTREVISTA: PETER HUNT


LITERATURA INFANTIL SEM DISTINÇÕES


Por Livia Deorsola

Em qualquer parte do mundo, ao entrar numa livraria e perguntar por um livro para crianças, provavelmente você será encaminhado para uma seção diferenciada, à parte dos chamados livros “adultos”. Compreensível, afinal, o estabelecimento precisa se organizar com base em alguns critérios, embora questionáveis. O problema é quando críticos e teóricos da literatura adotam parâmetros semelhantes, com o agravante de confinarem as histórias infantis em categorias inferiores quando comparadas às produzidas para gente grande.

A questão é minuciosamente tratada pelo britânico Peter Hunt em Crítica, teoria e literatura infantil, livro que ganhou uma reformulada e ampliada edição pela Cosac Naify, inédita no Brasil. Fundador e professor de literatura infantil da Cardiff University, o primeiro curso do gênero na Grã-Bretanha, Hunt discute o papel de escritores, educadores, editores e pesquisadores neste cenário, além de apresentar as mais importantes tendências da teoria literária ao longo do século XX. "Estamos no ponto mais excitante do desenvolvimento da comunicação e da literatura dos últimos quinhentos anos, e a literatura infantil lidera esta trajetória", ele afirma.

Na entrevista abaixo, Hunt - fã de Lewis Carroll - comenta o desafio crítico diante das novas mídias, as interferências no encontro entre os livros e as crianças e conta como ajudou a formar quatro filhas leitoras.


*


A primeira edição de Crítica, teoria e literatura infantil é de 1991. Como foi a experiência de reeditar e atualizar a obra com uma editora estrangeira? Quais foram as principais mudanças?
Este foi um processo muito interessante. O livro foi escrito numa época na qual tínhamos que lutar arduamente para que as pessoas compreendessem quão importante são os livros infantis. Além disso, desde 1991, muita coisa foi escrita na área da teoria e da crítica, e percebo que a teoria tem se tornado menos relevante do que costumava ser. Consequentemente, fiz um balanço do que sei agora com o que sabia na época. De qualquer forma, a luta pela literatura infantil está longe de acabar e, em alguns países (e algumas universidades do Reino Unido) ainda temos que defender esta causa. Assim, a primeira metade do livro mantém todos os argumentos; já a segunda foi alterada levando em consideração os desenvolvimentos recentes, especialmente na poesia e nas novas mídias.

O que foi preciso ser repensado para esta nova edição, tendo em vista o público brasileiro?
O ponto principal – este foi um grande aprendizado para mim – foi perceber como a primeira edição estava estruturada na crítica literária inglesa e em livros infantis ingleses e norte-americanos. Muitos dos exemplos foram retirados de obras que caíram na obscuridade, então busquei novos exemplos, incluindo títulos mais conhecidos. O livro original tinha por objetivo apenas a academia. A nova versão tem um público mais amplo em mente.

No capítulo final “Literatura e as novas mídias”, escrito especialmente para a edição brasileira, você trata da mudança da ideia de narrativa, ou melhor, da desconstrução de sua linearidade. Acredita que a análise teórica desta nova forma de expressão literária será possível ainda nesta geração de críticos?
Apenas se houver uma mudança de mentalidade. Parece-me que a crítica funciona como um terceiro elemento entre o livro e o leitor, e, em certa extensão, isto requer um texto “estático” ou “fixo”. Igualmente, os críticos se valem de padrões estabelecidos e aceitos aos quais relacionam seus julgamentos e interpretações. Está colocado o problema para a crítica tradicional: no mundo de hoje, os textos se alteram; podem ser reescritos pelos leitores ou por múltiplos autores; perpassam diferentes mídias. O que fazer quando a audiência (especialmente se forem crianças) não partilha destes valores comuns? Eis a questão.

Por tudo isso acho que estamos no ponto mais excitante do desenvolvimento da comunicação e da literatura dos últimos quinhentos anos (desde a invenção dos “caracteres móveis”) e a literatura infantil está liderando a trajetória. Os críticos terão ainda um importante papel a cumprir, mas será necessário aprender novas habilidades e técnicas.

No livro, você comenta rapidamente sobre como incentivou suas quatro filhas a lerem. Como era o cotidiano familiar de leitura?
Não tínhamos televisão – na Inglaterra de 20 anos atrás, esta era a única alternativa à mídia impressa – e nossas crianças liam um bocado. Eu e minha mulher líamos diariamente para elas desde quando eram bebês e assim os livros se tornaram uma parte natural da casa. Até mesmo durante as férias a família se reunia para ler. Claro, tínhamos a vantagem dos livros infantis serem objeto do meu trabalho, o que facilitou as coisas. Ainda temos cerca de 4 mil exemplares em casa.

Hoje todas elas são boas leitoras, além de cinéfilas. A mais velha adora chick-lit[literatura voltada ao público feminino] e romances; a segunda lê vorazmente clássicos e filosofia e, aos 25 anos, é de longe melhor leitora que eu.

Você aponta as muitas mediações até que um livro chegue às mãos de uma criança, passando pelos pais, professores, bibliotecários, editoras e livreiros. Quais os caminhos mais saudáveis para que o encontro leitor-livro aconteça?
Penso que o caminho mais saudável é fazer com que o livro seja um objeto corriqueiro na sociedade e na vida familiar. Em alguns países, está se tornando marginalizado pelas novas mídias: no lugar de livros, as crianças têm um computador ou uma TV em seus quartos. Se uma casa é cheia de livros, então o encontro se torna natural. Os pais deveriam ler para as crianças e com elas.

Mas, veja: não estou argumentando que livros são algo melhor que outras mídias, são apenas diferentes e produzem outras habilidades e prazeres.

Você assinala as dificuldades dos adultos em ler as histórias ditas infantis, ao mesmo tempo em que essas histórias nascem de uma mente adulta. Por que é tão difícil de atingir toda a potencialidade que um livro infantil oferece?
Ler um livro infantil simplesmente por prazer é muito difícil para um adulto. A experiência é confundida com memórias de infância, com o desejo de ler em nome da criança, com a necessidade de fazer julgamentos sobre a adequação. Muitas vezes não se acredita que esta literatura pode oferecer o mesmo tipo de prazer intelectual que a adulta.

Por que em geral se imagina que a apreciação estética seja algo fora do espectro infantil?
Por que está vinculada ao conhecimento cultural e à educação técnica, e, geralmente, a um procedimento de seleção elitista e de dominação adulta. Presume-se que, a menos que você tenha experiência cultural e possa articular seu pensamento em termos convencionalmente aceitos, você é incapaz de fazer interpretações estéticas. Obviamente, um leitor inexperiente terá uma maneira diferente de apreciar um livro, mas não significa que ele seja incapaz.

Quão prejudicial pode ser a noção de utilidade – como a preocupação em repassar ensinamentos morais através do texto, por exemplo – quando aplicada à literatura infantil?
É quase impossível isto não acontecer, já que os autores de livros infantis invariavelmente têm pontos de vista ideológicos. Quando a literatura infantil é usada, por exemplo, como meio de alfabetização, o dano mais comum é que isso desestimule a criança para a leitura.

É tentador para um liberal como eu sugerir que livros escritos com um propósito moral são menos lúdicos ou menos bem escritos ou menos sutis que outros. Entretanto, basta olhar para a história para perceber que obras com as mais óbvias abordagens religiosas foram muito populares no passado. A infância muda.

Ao citar exemplos de obras livres de reducionismos e amarras literárias,Lewis Carroll é constantemente mencionado. Qual seu principal mérito?
Carroll teve vários méritos, mas o maior deles é seu respeito pelo leitor infantil. Suas obras têm muitas camadas – emotiva, política, lógica, entre outras –, e tenho certeza de que ele acreditava que as crianças eram capazes de entendê-las ou ao menos ficavam instigadas a fazer indagações. Mesmo suas emoções pessoais estão presentes em seus textos, para que as crianças sentissem empatia ou as rejeitassem.

Você já escreveu ficção infantojuvenil. Por que interrompeu esta atividade? Ainda se reconhece como escritor?
Sim, ainda me considero um escritor – é o que tenho feito desde os oito anos. A escrita acadêmica é algo que tive que fazer para me sustentar. Não parei de escrever para crianças, apenas parei de ser publicado. Escrevi seis livros em quatro anos e senti que isto era tudo o que tinha para dizer: acredito plenamente na ideia de que um escritor deveria escrever apenas os livros que realmente precisa. Há muito tempo tentei publicar mais livros, mas meu editor, muito acertadamente, os rejeitou.

Depois de 20 anos, voltei a escrever para crianças porque ainda queria me expressar. Mas meu novo romance não foi publicado por que os editores alegaram que está fora de moda – é gentil demais, intelectual demais. Não fiquei surpreso com a resposta, afinal não posso esperar que seja popular um livro que satiriza um outro tipo de literatura infantil.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Brincadeira

sábado, 2 de outubro de 2010

Contar...





Oficina: O corpo, o gesto e a voz na narrativa oral



A partir de contos populares e contos de fadas advindos da tradição oral de diversos países, esta oficina pretende abordar os elementos de teatralidade presentes no ato de contar histórias. Com o mínimo de recursos e objetos cênicos, trabalharemos o corpo, a modulação da voz e a gestualidade como principais ferramentas da narrativa oral enquanto processo de encenação.

Facilitadoras: Juliana Carvalho e Paula Yemanjá


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010