quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cão feroz...

Tento entender o que devia sentir e sinto o que deveria entender. Não reconheço a linha tenue que separa objetividade de agressividade. Me falta sutilezas: escutar silêncios, inteirar palavras, fazer curvas. Mundo em preto e branco - território partido - tabuleiro de guerra. Sou o vermelho, o carmim, o encarnado das unhas. Acostumada a cores fortes, não me acostumo com o rosa, o branco, o bege das rendas. A delicadeza sutil das unhas à francesa. Enfim, sanguínea que rumina fantasmas. Não só os vejo, os crio, os alimento. Conversamos, num amor e ódio sem fim. Enfim: cão ferido, incapaz de distinguir o salvador do algoz, que rosna e mordi quem tenta lhe acolher.
....
De um ontem que sempre pode ser agora.



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