Folha branca...
Mente em branco...
Onde estão as palavras levadas pelo vento? Proferidas, perdidas para sempre... Onde estão estas palavras ausentes, dormentes? Que reverberam não sei onde atingindo não sei o quê e fico assim, calada, pensando tentando entender, em vão, o vão que se abre e engole e separa. Pisco meus olhos para enganar e me afastar da vertigem que me atrai. Miragem que puxa e me suga. E tomada de coragem mergulho na fundura negra do espaço que se abre. Olhos abertos, olhos secos que mais secos se tornam na escuridão total. Dia e noite são um só, e consigo escutar vozes antes inaudíveis que foram caladas por uma profusão de imagens que me cegam e distraem. Mar de informação sem razão, tempo que se funde; desterritorialização, estrangeira de mim mesma sigo como uma Alice sem noção: des-patriada, des-norteada, em busca de significação. Mar que me invade e me leva de roldão. Imensidão. Solidão. Dormir, dormir... Talvez sonhar. Quem sabe...
Acordo.
Caminho exausta por esta estrada que parece levar a lugar nenhum.
Fecho meus olhos cansados...
"tem dias que a gente se sente com quem partiu ou morreu..."
ResponderExcluirAmiga, estou precisando fechar meus olhos.
Eles estão exaustos...
saudades